Começou com uma paixão por um grupo "acappella" chamado "Pentatonix". Entre os diversos covers que eles faziam, tive o prazer de ouvir "Papaoutai". A melodia era incomparável, completamente diferente de tudo aquilo que eu tinha ouvido anteriormente. Fui tomado pelo vício e não pude me ajudar a não ser ir atrás do cantor original.
Era certo que a música era francesa, qualquer um perceberia, mas de certo modo não parecia ser. Até aquele momento eu era tomado pelo esteriótipo de que todos os franceses são chiques, bebem vinhos de 1995 todas as noites e ouvem apenas música clássica. Não mesmo! Mal eu sabia que aquela música pop e eletrônica era de autoria de um dos mais prestigiados cantores europeus: Stromae.
Peguei a lista de todas as suas (quase trinta) músicas, ajustei o player e comecei a ouvir. Não é a toa que ele é o meu cantor preferido- As suas melodias diferenciadas e letras impressionantes o diferencia dos músicos contemporâneos de forma gritante! De qualquer forma, foi a partir desse cantor belga que tomei amor pela língua.
Na verdade, devo o francês ao Stromae, e a vontade de ser poliglota ao francês. No começo não foi fácil- Comecei e logo parei. Não tinha ideia de como seria complicado aprender uma língua, e de certo, eu desisti, e por muito tempo! Fiquei mais de um ano parado na língua, só para voltar com todo o meu coração mais tarde.
Através da música pude perceber como a língua escorrega entre os dentes- Sua semântica, gramática, sonorização... Tudo que há no francês é o que há de belo. Eu mesmo sempre digo que "le français est ma langue preférée, parce que n'import pas qu'est-ce qu'on dit, cela sonnera sexy!" (o francês é minha língua preferida, porque não importa o que a gente diz, vai soar sexy).
De certa forma, o meu primeiro contato com o francês foi também meu único e último. Nunca fui muito ligado a outras razões para aprendê-lo, apesar de haver muitas- E acredite, quando digo muitas, são muitas mesmo! Mas sinceramente, esse contato, que de início parece ser simples e bobo, foi na verdade uma das coisas que me ajudaram a me descobrir.
De certa forma, somente através dessa pequena corrente (Pentatonix >> Stromae >> Francês) pude tomar amor não só pela amada língua francesa, mas também como por todas as outras. Minha vida é bem melhor sabendo falar, mesmo que apenas um pouco, essa língua que "hora é para bichona, hora é para pegador".
terça-feira, 22 de março de 2016
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