Não foi por obrigação. Também não foi por prazer. Não foi por curiosidade, não foi nem mesmo algo que fiz conscientemente. Talvez eu tenha sorte por ter tido os meus primeiros contatos com o Inglês quando ainda bem jovem. A primeira influência que tive foi através, indiretamente, do meu pai. Ainda aos meus dois ou três anos de idade, já havia na sala de estar de minha casa um belo "Dynavision" e uma pequena coleção de cartuchinhos piratas (aqueles que carregam cento e cacetadas de jogos, sabe?).
Foi a partir do videogame que tive meus primeiros contatos com o inglês- Contatos básicos, feitos através de associações. Situações nas quais eu pude associar certas coisas fácil e naturalmente, como por exemplo: "coin" = "moeda"; e "play" = "jogar". Do Spelunker e do Super Mario Bros., tomei interesse dos jogos- Um vício que mantenho até hoje. Veio então os emuladores para computador. Super Nintendo, N64, GBA... Uma linda odisseia que durou muitos anos.
Foi com Pokémon que eu realmente desenvolvi meu "intelecto" (ain). Após uns dois anos jogando só aquilo, e que Deus me perdoe por ter ignorado tantos outros jogos maravilindos da época, eu já tinha uma base do inglês favorável. Entretanto, não posso dar todo o crédito à naturalidade e simplicidade da mente humana. Meu irmão foi de grande importância para meu desenvolvimento linguístico. Ele era meu dicionário e minhas influências.
Aliás, foi ele quem me direcionou às bases que hoje sou tão grato por ter. Aos meus 11 anos (cerca de 9 anos após os meus primeiros contatos), eu tinha o meu inglês (muito mal) fundado e pronto para ser utilizado... Ou não. É certo que aprendi muita coisa ouvindo música e jogando videogame- Lembrando que nada disso foi por curiosidade, eu apenas tive a sorte de nascer num ambiente familiar que me favoreceu. E ainda sim, eu não era capaz de manter uma conversação sem cometer um erro por palavra.
E foi exatamente nessa idade que eu entrei numa rede social chamada "DeviantArt", que serve basicamente para reunir artistas e amantes de arte de todo o globo. Eu fazia umas "pixel arts" bem horrendas, mas o encorajamento da comunidade me ajudou (e muito) a prosseguir em algo que acabou sendo não só meu sonho platônico mas como também a minha maior paixão. De qualquer forma, em uma comunidade na qual 99% das pessoas utilizam o inglês para se comunicar, sendo nativos ou não, você tem a necessidade de se adaptar.
Foi nessa época que, através de muita observação e prática, consegui fundar o que tenho orgulho de chamar de "o inglês mais mal escrito e 'baianês' de toda a existência da humanidade". É um fato que até hoje não tenho as bases mínimas das regras utilizadas na língua inglesa, mas fico feliz em dizer que eu posso sim, falar inglês.
Para uma criança, sempre é mais fácil aprender uma língua. Simplesmente porque ela não tem medo de falar, de ler, de decorar, de imaginar! Faça-se de criança, viaje em sua imaginação, em suas ingenuidades, navegue entre o belo mundo que é o descobrimento da língua. Não curve sua cervical numa mesa de vidro quando for estudar inglês, italiano, catalão ou "!xóõ"! Divirta-se; Embole-se; Permita-se errar; Viva aquilo que te admira! Seja uma criança- Afinal de contas, não há nada de errado nisso.
domingo, 13 de março de 2016
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